Galiza, a primeira vez este Outono/Inverno...

Finalmente a primeira viagem até à Galiza neste “Inverno”, sábado, dia 12 de Dezembro. A partida deu-se por volta das 4:30h da manhã. Uma viagem sem sobressaltos, apenas a ânsia de olhar e participar no bailado de lançamentos para aquela magnifica água…
A chegada deu-se por volta das 7:45h. Alguma indecisão inicial, pois éramos quatro, e tudo indicava que nos iríamos separar em dois grupos de dois cada. Mas acabamos por ficar todos no mesmo pesqueiro. A manhã estava fantástica, sem vento, como a pesca de bóia gosta, e uma cor de água para fazer raiva. Café de termo ainda quentinho, tomamos antes de iniciar a caminhada até ao local.
Chegados lá, ainda com a maré ainda um pouco baixa, depois de todos terem feito as suas montagens e esticado as respectivas canas, era hora de lançar; uma, duas, três, quatro bóias na água, com as mais diversas iscas (Caranguejo de Larga, Percebas, Mexilhão, Camarão etc.) a encher o anzol de cada um. Primeiros lançamentos, nada de toques. O mar começa a puxar um pouco mais com a subida de maré, nota-se uma certa força nele, onde a corrente e as vagas cheias de vigor eram notórias. Mais ou menos uma hora depois, ferro um Sargo, mas este, solta-se. Apesar de tudo, era bom presságio, o peixe já tinha dado sinal… A maré avançava, e com ela, o Mar começava a pressionar-nos com alguma aproximação à altura em que nos encontrávamos (cerca de 10m), até que, uma mais puxada, dá um banho ao Telmo. Depois de ter experimentado as duas raças de Caranguejo (Pilado e de Larga) que levamos, peço uma “Gamba” ao Humberto, e inteirinha do rabo à cabeça, mas descascado, meto-o no anzol. Bem dita a hora; segundos depois, ferro um Sargo, este não se soltou, veio cá para cima (800gr), nada mau para abrir as hostilidades.
Mas na verdade, o mar estava decididamente intragável para. Eu, que tenho um senhor respeitinho por ele, e ao vê-lo daquela forma, sentia-me demasiado nervoso e nada confortável. Achamos por bem então, tentar noutro local.
Demos uma volta num outro pesqueiro, mas, decidimos voltar ao mesmo. Nunca se sabe quando eles poderiam encostar, pois o preia-mar, estava quase a ser.
Chegados ao local, desta vez separamo-nos, dois para um pesqueiro, e outros dois para o outro. Eu e o Humberto, fomos para o mesmo sítio onde tínhamos estado. O Telmo e o Paulo, rumaram a outro. Quando lá cheguei, vi que era uma autêntica aventura pescar naquele lugar, o mar não dava tréguas, mesmo assim, e de um ponto mais alto, mas um pouco afastado da água, nós dois, lá íamos pescando conforme podíamos. Entretanto, ferro um Sargo um pouco afastado da pedra e do lado em que tinha alguma margem de manobra do mar para o tirar. Peixe na mão, e, eis que olho para o Humberto, vejo-o com um ferrado, mas como estava muito perto da borda, ainda o aguentou alguns segundos, mas uma vaga mais forte, fez com que a linha fosse cortada ali mesmo. Do local que nos encontrávamos, começamos a ver a azáfama do Telmo, tinha dado com um cantinho onde eles estavam. Conseguimos ver alguns ferrados, mas nem todos vinham…
Entretanto, eu e o Humberto, demos por terminada a pesca, e fomos ao encontro dos colegas. O Paulo tinha dois, e o Telmo três, mas tinha perdido uns seis peixes. Percebemos então, o que se tinha passado, o motivo pelo qual o Telmo perdera alguns. Não era de espantar, ele estava a ferrá-los mesmo atrás de uma laje, quando a água levava já a bóia (uns bons metros) em cima da pedra, era nessa altura que eles mordiam, depois, claro, era uma aventura quase em seco, fazer vir um peixe por cima das pedras. A linha era cortada.
Pouco depois, demos por terminada as nossas lides. Eram cerca de 15:30h.
Algumas fotos, comemos, e às 16:30h, partimos de regresso a casa. Ficou a esperança de voltar muito em breve…


Não posso terminar sem agradecer aos três aconpanhantes, amigos... por mais um excelente dia de pesca, mesmo que com pouco peixe. É de louvar gente assim.

- A vocês, uma vez mais, o meu muito obrigado. Um grande abraço.



Fica a nota, todo o peixe, pesava entre as 800gr e as 1600gr.


Alguns materiais utilizados:
Canas: Hulk 7m; Tica Buffalo 7m; Power Fighting 6m.
Carretos: Shimano Stradica; Daiwa Capricorn; Shimano Twin Power.
Linhas Fluor: Sasame entre o 0,30 e o 0,35; Seguar entre o 0,33 e 0,37.
Anzóis: Sasame, vários tipos de Chinu, entre o 1/0 e 3/0.

Comentários

Humberto disse…
Foi mais um dia em grande, a ânsia de voltar aqueles pesqueiros era enorme. O mar estava com muita força, um pouco diferente daquilo que estávamos à espera de encontrar. Apesar dessas condições e do peixe não ter sido muito é caso para dizer quando é a próxima ida? O Corrubedo é assim, nunca ficamos indiferentes.
Um grande abraço a estes amigos com A grande.

Humberto.
António Matos disse…
Excelente relato Pedro, com mais ou menos peixe o propósito da viagem foi cumprido pelas fotos do mar e atrás dele(terra) a paisagem é magnifica e se a companhia foi boa brevemente lá voltas.
Essa sensação de medo/respeito que nos faz mudar de pesqueiro ainda bem que existe dentro de nós.
abraço amigo e boas festas para ti e para os teus.
Pedro Galante disse…
Humberto disse...
Foi mais um dia em grande, a ânsia de voltar aqueles pesqueiros era enorme. O mar estava com muita força, um pouco diferente daquilo que estávamos à espera de encontrar. Apesar dessas condições e do peixe não ter sido muito é caso para dizer quando é a próxima ida? O Corrubedo é assim, nunca ficamos indiferentes.
Um grande abraço a estes amigos com A grande.

Humberto.
_ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _

Grande abraço para ti my friend, e obrigado pelo teu testemunho aqui postado!
Prepara lá as coisinhas para a semaninha entre o Natal e a passagem do ano, e reza para que o tempo dê uma ajuda…
___________________________________

António Matos disse...
Excelente relato Pedro, com mais ou menos peixe o propósito da viagem foi cumprido pelas fotos do mar e atrás dele (terra) a paisagem é magnifica e se a companhia foi boa brevemente lá voltas.
Essa sensação de medo/respeito que nos faz mudar de pesqueiro ainda bem que existe dentro de nós.
Abraço amigo e boas festas para ti e para os teus.
_ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _

António, pena o mar não ter dado muito espaço… porque peixe grande, estava lá… O receio também é em proporção da Idade… o PDI não perdoa :-)
Vamos aguardar serenamente até à próxima viagem. Quem sabe, não será de arromba...
Obrigado pelas tuas palavras, para ti, e para os teus, votos sinceros de boas festas, com muita saúde!
Um grande abraço.
Anónimo disse…
Malhem neles.

O mar parecia relamente estar muito forte. As paisagens são lindas.

Grande abraço Pedro
Belos sargos! ;)


http://azoresub-bluewater.blogspot.com/