janeiro 25, 2011

ONDAS DE ENERGIA


Em Portugal, a produção energética no mar ainda não se impôs.
Mas no fundo pode satisfazer 20% do consumo.


HÁ MAR E MAR. Há ir e … aproveitar. Aproveitar a força das ondas, o vento que sopra sobre os oceanos e até as características de algas para produzir energia. EDP, Efacec, REN, Martifer ou Generg são algumas das empresas que querem tirar partido das potencialidades marítimas para pôr energia renovável a circular.

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Os movimentos das ondas – que fazem mexer dispositivos de forma a gerar energia mecânica que pode ser transformada em energia eléctrica – e as eólicas offshore (turbinas iguais às existentes em terra mas fixadas ao fundo do mar ou flutuantes) estão entre os sistemas já anunciados. Mas há também um grupo de investigadores noruegueses a trabalhar na produção de algas que podem ser usadas para fabricar biocombustíveis.
«Estes são as três fontes onde poderá haver uma contribuição bastante significativa» para a produção energética a partir do mar, garante António Sarmento, investigador e director do Centro de Energias das Ondas (CEO), detalhando que as maiores potencialidades do país estão na costa a norte do Cabo da Roca, É aí que há as ondas e ventos mais fortes e é também aí que é mais fácil ligar os dispositivos à rede eléctrica, explica.
A par da Grã-Bretanha, Irlanda e Norte da Europa, Portugal, devido à sua posição geográfica, é dos países com melhores condições para explorar a energia do mar, que pode significar um mercado de sete mil milhões de euros. «No CEO, estimamos que podemos instalar 5 mil megawatts e produzir 20% da energia eléctrica que consumimos», assegura António Sarmento.
Pioneirismos nos Açores
Foi no final da década de 90 que surgiu a primeira experiência bem-sucedida em Portugal, também pioneira a nível europeu. Em 1999 arranca a unidade piloto do Pico, nos Açores, com uma potência de 400 quilowatts. Funciona a gora como central de demonstração.
Este é o único projecto a funcionar no país, depois de várias iniciativas que ainda não saíram do papel ou que acabaram por falhar por questões técnicas ou dificuldades financeiras.
Depois do fracasso da tecnologia holandesa AWS, ao largo da Aguçadoura, (Póvoa do Varzim), também em 2009 Pelamis, instalado no mesmo sítio pela Enersis e pela Pelamis Wave Power, acabava por ser retirado do mar. O projecto para o estuário do Douro, onde se queria replicar a unidade do Pico, também não vingou.
Em Peniche, ao largo da praia da Almagreira, a Eneólica, do grupo Lena, também chegou a testar um protótipo para aproveitar as correntes do fundo. E, em S. Pedro de Moel, o Governo criou a Zona Piloto, que virá a ser explorada pela REN.
«No Plano Nacional de Acções para as Energias Renováveis de 2010-2020, o Governo prevê para as ondas que sejam instaladas 250megawatts, que produzam por ano 437 gigaswatts/hora, o equivalente a 0,6% do consumo anual. E diz que vai ser possível fazer 75 MW em eólica offshore, equivalente a 0,3%», resume por sua vez o presidente da Associação da Energias Renováveis, António Sá Costa.

Fonte: Tabu (Sol)

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