janeiro 09, 2011

“The changing Sea” – marés em mudança

Atracados no Pacífico Norte, uma equipa de cientistas, prepara-se para a pesca da lula…
Mas não se trata de uma lula qualquer…é uma lula mensageira das modificações. Uma lula voraz, que está a assolar a costa canadiana.
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Dias estranhos estão a despontar no mar global.
Os animais estão em movimento.
As zonas mortas estão em expansão (como já fui referindo em artigos anteriores). E a base da vida está em lenta erosão.
Milhares de cientistas procuram perceber o que está a acontecer…
lula-humboldt
A lula Humboldt, num período de vida de apenas 1/ 2 anos, pode ficar um predador de 2m de comprimento e 45kg.
Para ficar tão grande e tão repentinamente, ela tem que se alimentar constantemente.
Esta lula, nunca se alimenta sozinha. Fá-lo em grupo.
Merlúcio
O merlúcio – peixe da qual a lula de Humboldt se alimenta, está a mudar o seu padrão de comportamento, bem como a própria lula.
Estão a ir mais para Norte e a uma maior profundidade.
Em 2002, houve um pequeno El Niño. As lulas voltaram e estão no meio do merlúcio, novamente…
Expansões episódicas de alcance, durante os períodos do El Niño, foram um processo natural. Mas o facto de a porta ter sido “arrombada”, é responsabilidade nossa.
Porquê?????
Graças a um manto de dióxido de carbono, produzido pela combustão de combustíveis fósseis, o ciclo climático mais quente do planeta, El Niño, poderá estar a ficar persistente…
Esse ciclo tem origem nos trópicos, mas parece estar a aumentar as temperaturas do oceano em muitas outras regiões do oceano global.
A alteração climática, certamente, contribui para que a Lula Humboldt, siga para norte no hemisfério norte e para sul no hemisfério sul.
Estamos a tornar as águas que agora habitam, muito mais acolhedoras para a lula.
Muitas outras espécies estarão a sofrer o mesmo tipo de processo.
A ausência, cada vez maior de outros predadores, como o atum, também permite a permanência desta lula predatória.
Assim sendo, alguns locais ficarão tão alterados pela chegada de novas espécies, que não poderão funcionar do mesmo modo e entrarão em colapso funcional.
Os cientistas procuram a todo o custo, procurar quais os ecossistemas que correm mais risco e como o clima vai afectar isso.
Mas as espécies invasoras não são a única ameaça.


Fonte: Nat Geo "The Wild"

4 Comentários:

Ernesto Lima disse...

Viva Pedro!

É de facto preocupante mais esta prova das alterações que, mesmo por cá, já parecem sentir-se com o aparecimento de algumas espécies em épocas e zonas que parecem pouco habituais. Para não falar das temperaturas de água que parecem surpreender em cada ano que passa.

Vamos ver o que dá e principalmente apreciar estes avisos que vão surgindo, dando-lhes a devida atenção.

Abraço

Ernesto

Miguel de Solorobalizas disse...

Estoy deacuerdo con Ernesto, el cambio climático se hace notar cada día con especies que no son usuales en nuestras costas y está en manos de todos protegerlo, por bien del futuro de nuestros hijos y nietos etc. Un saludo Pedro

Pedro Galante disse...

Viva Ernesto!

Este é um tema que estou aprofundar... tenho muito ainda para explorar e onde vou dar continuação, só que preciso de tempo. Há coisas que devem ser mudadas urgentemente. Lá mais para a frente, ficarão a saber o motivo da colónias de lulas estar a crescer em catadupa!
Os avisos são sérios! Mesmo que se pense que possam ou não ser cíclicos. Acho que estamos a chegar a um ponto que não se pode cometer erros...

Grande abraço

Pedro Galante disse...

Miguel, gracias por las palabras!
Sí, debemos estar alerta a cualquier cambio que se "siente"! En este puesto, además del cambio climático, hay otro problema que se revelará más adelante...

Un saludo Miguel

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