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Dead Zones (Parte2)

As avaliações subaquáticas realizadas pela equipe de pesquisa de águas fora do noroeste do Pacífico identificaram um fenómeno novo:
- Piscinas de água com baixo oxigénio, expandiram-se a partir da plataforma continental da costa, perto das águas da costa dos estados de Oregon e de Washington. A cada Verão desde 2002, a proximidade destas zonas mortas do litoral nunca tinha sido registada.
 - Zonas costeiras mortas foram mais hipóxicas do que as piscinas de baixo oxigénio, situadas na plataforma continental.
- Áreas de hipóxia que sazonalmente pontilhavam a costa do Pacífico Noroeste, foram ligadas umas às outras por uma faixa de água com baixo oxigénio.

Até agora, o ano mais hipóxico para o noroeste do Pacífico foi 2006, quando a equipe de pesquisa descobriu uma zona morta fora de Newport - Oregon, que se estendeu por, mais ou menos, 3 mil km².
Cobrindo mais de 80% da coluna de água, esta zona morta ficou transformada num habitat repleto de peixes numa zona forrada de caranguejos e vermes marinhos mortos, anémonas e estrelas-do-mar, que acaba por parecer não mais do que um insalubre de bactérias.
Durante o Verão de 2009, as zonas mortas caracterizadas por severa hipóxia formaram-se próximas à costa na plataforma média, nas águas costeiras do estado do Oregon.


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AS RESPOSTAS PODEM ESTAR NO VENTO
Porque as águas de baixo oxigénio têm-se expandido regularmente no sentido das águas costeiras?
As conclusões da equipe de pesquisa, indicam que esse fenómeno pode estar relacionado com:
- Redução do teor de oxigénio na água de baixo oxigénio que reaparece na plataforma continental.
- Ressurgência prolongada e intensificada ao longo da plataforma continental, que tem sido, por sua vez, causada por aumentos periódicos da força do vento norte. Esta força do vento norte, torna-se favorável à ressurgência e à diminuição da frequência do vento sul, favorável à subsidência
.
Durante os períodos de ressurgência prolongada, cada sucessão de ondas fertiliza mais colónias de fitoplâncton. Assim que essas colónias decaem, as águas de baixo oxigénio da plataforma continental expandem-se, perdendo mais oxigénio e movem-se no sentido da costa.
Quanto mais prolongado e intenso forem os ventos favoráveis à subsidência, mais grave a hipoxia se torna. Assim, o ano de grande hipóxia de 2006, foi dominado pelos fortes ventos norte (favoráveis à ressurgência). Em contrapartida, o Verão de 2009 foi marcado por períodos de ventos sul, propícios à subsidência, que ajudou a dissipar condições de pouco oxigénio. Portanto, a hipoxia de 2009, não foi nem tão extrema nem tão duradoura como a de 2006.
CAUSAS SUBJACENTES
Qual é a causa subjacente da diminuição do teor de oxigénio nas águas da subsuperfície fora da costa e a mudanças dos ventos costeiros?
Uma teoria aponta para grandes mudanças cíclicas na circulação oceânica e das condições atmosféricas que tem atingido o noroeste do Pacífico a cada 10 a 20 anos. Há outra teoria que defende que, a mudança climática está a reduzir o teor de oxigénio nas águas da subsuperfície fora da costa, alterando os ventos costeiros. Esta teoria é apoiada pelos efeitos previstos das mudanças climáticas e os vários tipos das mudanças das condições oceânicas e atmosféricas e também a diminuição do teor de oxigénio nas águas profundas que são observados, actualmente no Noroeste do Pacífico (as alterações climáticas podem reduzir o teor de oxigénio das águas profundas pelo aquecimento das águas superficiais e, assim, separando as águas mais profundas do contacto com a atmosfera, onde o oxigénio se origina).
No entanto, a relação entre a mudança climática e zonas mortas costeiras permanece discutível. Além disso, verifica-se que as zonas mortas aparecem num determinado ano, em parte, depende das condições meteorológicas diárias, o que é difícil de se prever.
Assim, a equipe de investigação continua a estudar os ventos, a circulação oceânica, e o momento e localização de zonas mortas costeiras.

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