dezembro 29, 2010

Dead Zones (Parte1)

Cientistas têm trabalhado, no sentido de explicarem o porquê das “dead zones" massivas que estão a invadir as águas oceânicas junto às praias do noroeste do Pacífico, desde 2002.
No entanto, outra praga ecológica ganhou um lugar na lista sempre crescente de problemas potenciais, causados pela mudança climática - a formação de algumas chamadas "zonas mortas" - extensões enormes do oceano que perderam, praticamente, toda a sua vida marinha durante o Verão.
Possíveis ligações entre as alterações climáticas e da formação, relativamente recente de zonas mortas em águas costeiras do noroeste do Pacífico, estão actualmente a ser estudadas por uma equipe de pesquisa que é financiado pela National Science Foundation e co-liderada por Jack Barth da Oregon State University (OSU) e Francis Chan da OSU. Jane Lubchenco, que é actualmente de licença da OSU, servindo como Administrador da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica, também previamente co-liderou a equipe.

ZONAS MORTAS EM TODO O MUNDO
O planeta tem actualmente mais de 400 zonas mortas oceânicas, com a contagem a duplicar a cada década. Uma única zona morta pode abranger dezenas de milhares de quilómetros quadrados. As zonas mortas formam-se onde plantas microscópicas, conhecidas como o fitoplâncton, são fertilizados pelo excesso de nutrientes, oriundos de fertilizantes químicos e esgoto, gerados por actividades humanas e despejados no mar pelos rios, e, mais raramente, por nutrientes que ocorrem naturalmente. O resultado: cargas de matéria orgânica decompõem-se através de processos que, em última análise, roubam o oxigénio, suporte de vida dos oceanos. Os animais que não conseguem fugir dessas zonas mortas, sufocam ou ficam com um problema grave de stress.

PERDA DE OXIGÉNIO NATURAL
Uma das poucas zonas mortas formada naturalmente na Terra, foi nas águas profundas da plataforma continental muito longe da costa do noroeste do Pacífico. Essa zona de baixa concentração de oxigénio, ou "hipoxia", aparentemente tem permanecido, estacionária e acredita-se ser causada por processos de grande escala que não estão relacionados às actividades humanas ou aos movimentos de ventos locais. Mas no Verão, os ventos de norte trabalham em conjunto com a rotação da Terra para empurrar as águas superficiais oxigenados para além da costa. Esta água costeira é substituída por águas com baixo oxigénio, mas ricas em nutrientes no fundo da plataforma continental, num processo conhecido como ressurgência (upwelling) - veja ilustração abaixo. Uma vez que esta água rica em nutrientes atinge as camadas iluminadas do mar, ela fertiliza as massas de fitoplâncton.

O Ciclo de Vida da Zona Morte de Oregon
 

Ao longo da costa noroeste do Pacífico, os ventos do norte junto com a rotação da Terra, conduzem as águas superficiais para longe da costa e naturalmente sobem as águas ricas em nutrientes das profundezas, mas pobres em oxigénio num processo conhecido como “ressurgência”.
Alguns fitoplânctons por fim, afundam e então sucumbem dos processos que consomem oxigénio que causam zonas de baixo oxigénio para se desenvolver sobre o fundo do oceano.
As massas resultantes de fitoplâncton nutrem a cadeia alimentar e, em função disso, ajudam a tornar o noroeste do Pacífico numa das áreas de pesca mais produtivas do país.
Mas a decomposição não consumida do fitoplâncton decaído, promove a formação de poças profundas de água com baixa oxigenação.
Os períodos favoráveis à ressurgência (upwelling) pelos ventos do norte podem ser interrompidos por períodos relativamente curtos de ventos de sul durante o Verão e por períodos mais longos durante o Outono.
Estes ventos sul, trabalham em conjunto com a rotação da Terra para conduzirem as águas superficiais oxigenadas de volta para a praia e para conduzir águas de fundo de baixa oxigenação da distância da costa, num processo conhecido como interrupção da ressurgência (downwelling).
Os períodos de forte interrupção da ressurgência, tradicionalmente ocorrem com frequência suficiente para lavar as poças de baixa oxigenação da plataforma continental e, assim, impedi-las de se expandirem nas águas perto da costa.

Fonte: Ver aqui

0 Comentários:

> Ir ao Fundo Ir ao Topo